quinta-feira, 26 de abril de 2018

Porque eu sei que é amor.

Hoje aprendi algo sobre o amor.

Não sei como eu consegui ir para a aula do mestrado e deixar Vitória aqui, me chamando pra jogar "bol" com ela. Tá certo que saí da aula meia hora mais cedo pra voltar logo para ela - o que não adiantou porque ela havia saído. E logo quando ela estava chegando eu estava saindo para o estudo bíblico. Nem a esperei sair do carro para não cair na tentação de chegar atrasada, porque percebi que nunca consigo dar só um beijinho e tchau.

Dá um aperto no coração. Um medo estranho dela pensar que não a amo...

Mas é o contrário. Eu a amo demais a ponto de ter que evitá-lá fortemente quando há algo do qual não posso abrir mão por ela.
Porque quando ela está aqui, dá vontade de abrir mão de todas as outras coisas para ficar só com ela.

Nem sempre alguém se afasta porque não ama. Às vezes é o contrário. Às  vezes o que parece uma rejeição é uma resistência por algum motivo que não se pode ou não se quer explicar.

Vitória tem todo direito de espernear, chorar, porque ela ainda não tem maturidade para entender isso.

Por mais que seja quase impossível não questionar, o melhor esforço é nos acalmarmos, entreter  com os cuidados da nossa própria vida e saber que se é amor, aquele recíproco, aquele que a gente quer, vai estar logo de volta brincando com a gente na piscina de bolinhas, tocando flauta, desenhando e morrendo de tanto rir.

Te amo, Vitória! Te amo!