quinta-feira, 26 de abril de 2018

Porque eu sei que é amor.

Hoje aprendi algo sobre o amor.

Não sei como eu consegui ir para a aula do mestrado e deixar Vitória aqui, me chamando pra jogar "bol" com ela. Tá certo que saí da aula meia hora mais cedo pra voltar logo para ela - o que não adiantou porque ela havia saído. E logo quando ela estava chegando eu estava saindo para o estudo bíblico. Nem a esperei sair do carro para não cair na tentação de chegar atrasada, porque percebi que nunca consigo dar só um beijinho e tchau.

Dá um aperto no coração. Um medo estranho dela pensar que não a amo...

Mas é o contrário. Eu a amo demais a ponto de ter que evitá-lá fortemente quando há algo do qual não posso abrir mão por ela.
Porque quando ela está aqui, dá vontade de abrir mão de todas as outras coisas para ficar só com ela.

Nem sempre alguém se afasta porque não ama. Às vezes é o contrário. Às  vezes o que parece uma rejeição é uma resistência por algum motivo que não se pode ou não se quer explicar.

Vitória tem todo direito de espernear, chorar, porque ela ainda não tem maturidade para entender isso.

Por mais que seja quase impossível não questionar, o melhor esforço é nos acalmarmos, entreter  com os cuidados da nossa própria vida e saber que se é amor, aquele recíproco, aquele que a gente quer, vai estar logo de volta brincando com a gente na piscina de bolinhas, tocando flauta, desenhando e morrendo de tanto rir.

Te amo, Vitória! Te amo!


quarta-feira, 10 de maio de 2017

4. O fim das coisas é melhor que seu início

(Continuação de 3. Chegou o fim!)




Fim da espera!
Começo... da realização de um sonho para o qual nos preparamos. Bom-de-mais! Agora é só alegria e flores!
Mas... finalizar é melhor que começar.
“Até no riso tem dor no coração” (Provérbios 14:13 – RA)



Quando os grandes momentos chegam e parecemos blindados de tanta felicidade, é que enxergamos nossa fragilidade.
Nossas paredes, que construímos para nos sustentar, usando toda a espera, preparação anterior e amadurecimento, ainda que na Rocha, até robustas, são frágeis.
Nós somos frágeis.
Podemos ficar deprimidos e tristes, mesmo estando felizes e bem onde gostaríamos de estar.
Ansiosos, mesmo vendo cada coisa acontecendo a seu tempo.
Frustrados, mesmo dando tudo certo.
Incapazes, mesmo realizando mais do que imaginaríamos dar conta.
Improdutivos, mesmo organizando, planejando e quadriculando tudo.
Doentes, mesmo comendo bem, medicados, praticando atividades físicas... Cuidando bem da saúde.
A gente se vê. E às vezes não gosta. Mesmo estando na melhor forma dos últimos anos.
A gente se vê.
E vemos quão abençoados somos. Constrangidos, sem coragem de pedir mais nada. Não é que se tem tudo que se quer. Que já está tudo realizado.
Mas é que – além do principal: a salvação eterna – já somos agraciados com muito, muito mais do que precisamos. Nós, que não merecemos nada.
E sabemos que vamos continuar recebendo. E pedindo. E recebendo muito mais.
E continuaremos frágeis.
Para nos firmamos sempre na Rocha.
Para despertarmos da tolice de nos apegarmos ao passageiro.
Para confessarmos nossa arrogância e pedir perdão.
Para não nos acomodarmos.
Para valorizarmos as coisas simples e lembrar que a felicidade é construída a cada dia nos pequenos detalhes.
Para nos lembrar de que estamos de passagem e só na nossa casa (celestial) é que finalmente haverá riso sem dor.
Para gozarmos do privilégio de depender (na medida certa. Das pessoas e coisas certas.).
De Deus
O único que nos basta.

“A paciência tudo alcança. Deus é o bastante” - Santa Teresa de Ávila (by Jorge Camargo)

3. Chegou o fim!

“Como podemos honrar o Eterno com nossas vidas?” (Jeremias 5:+/-24) (08/05/17 +/- 16h)

(10/05/17, 9:24)
    Foi domingo, no culto, que entendi porque tenho andado tão emotiva. Preocupação se transformou em agradecimento.
Nas últimas aulas do mestrado, depois que deixava minhas colegas, me percebia com os olhos marejados dentro do carro.
“Mas gente! Por que eu estou querendo chorar se está tudo bem, se estou feliz? Deu tudo certo na apresentação dos trabalhos. Eu realmente aprendi na aula...”
                Eu não sei o que o pastor Gustavo falou que veio (finalmente) o click: “você está realizando um sonho! Sua vontade de chorar é de alegria, de estar vivendo o que você tanto esperou. ‘Como quem sonha’”.
Acho que ele estava falando algo sobre esperar... Ou... não sei... Só sei que foi (assim!) durante a pregação expositiva da Palavra...
Passei na quarta tentativa para esse mestrado. Quatro anos de espera! (Sinceramente não consigo me lembrar da angústia dessa espera. Eu sei que passei por ela. Eu estava lá! Deve ser o mesmo de Jacó serviu a Labão por mais sete anos e lhe pareceram como se fossem dias...!)
“Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.” (R.A)
“Finalizar algo é melhor que começar. Ter paciência é melhor que se afobar e meter os pés pelas mãos.” ( A Mesangem)  - Eclesiastes 7:8
(versículo “velho de guerra”. “Meu” “bordão” para persistir...)
Deve ser porque agora é o momento certo. Aquele que a gente sabe que vai chegar, mas que não adianta, tem que esperar! Aquele que impacienta. Que tentamos forçar, adiantar... Mas se é forçado não é (o) certo.
A gente sabe que vai ele vai chegar. Que “há tempo para todo propósito debaixo do céu”. Tempo para cada coisa.
E para essa coisa da minha vida, o tempo certo chegou!
E como a gente também sabe, quando ele chega, entende os porquês de não ter sido antes.
E só agradece.
E vive!!

Com o coração cheinho de gratidão.

(Continua... aqui)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

2.A bonitona da TPM

Eu odeio a TPM!
Mas eu preciso dela.
Ela me deixa à flor da pele,
e tudo fica mais intenso.
As alegrias também.
Ela me obriga a vigiar mais as palavras e os pensamentos,
porque eu fico mais insegura quanto aos outros e quanto a mim.
Nada de bom é cem por cento nela.
Tudo de ruim é ruim demais sim.
Por isso eu preciso dela.
Para o coração ficar mais atento se é bem isso mesmo que ele está entendendo,
e sentir mais intensamente os bons sentimentos e alegrias.
Melhor fase para comprar roupas,
pois se eu amar até na TPM,
quando até peso eu ganho por causa da retenção,
é certeza de que vale a pena morar no meu guarda-roupa.
Também é a pior fase para comprar. Porque a compulsão também se intensifica.
Melhor fase para orar.
O corpo quer mais é horizontalizar.
Ficar quieto, na dele.
Ótima chance para orar e aquietar mente e coração.
Eu preciso da TPM,
Mas nunca vou gostar dela.
E sempre vou ficar feliz quando ela se for.
Mas até ela me faz sentir grata a Deus, que me dá o que eu preciso, mesmo que eu odeie.
E na medida certa.
Eu preciso da TPM.
Um período de muito gasto de energia interna.
Que se transforma, renova
Pra começar tudo de novo...


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

1 de 2017: Sobre as palavras "obrigado/a" x "gratidão"


Não ia me manifestar a respeito, ia só continuar a usar “meu obrigada” naturalmente e seguir minha vida... (Grandes coisas, a minha opinião! rs. Cada um fala do jeito que quer...)
Mas me cansei desse “trem” de ficar ouvindo que “A palavra “Obrigado” vem do latim “Obligatus”, particípio do verbo obligare, que significa ligar, amarrar. É uma forma de expressar fico-lhe obrigado, ou seja, fico-lhe ligado/amarrado pelo favor que me fez. Já a palavra “Gratidão” vem do latim “gratia”, que significa literalmente graça, ou gratus. Significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe ou lhe é reconhecido, não envolve obrigações ou amarrações...”*
 Ôôôô que lindo! Que pessoas boas e puras!
Nunca consegui me sentir confortável com essa troca. Para mim, a palavra “gratidão” não se ajusta bem para expressar agradecimentos, é só um substantivo. Enquanto “obrigado/a” é um interjeição, uma fórmula de agradecimento já estabelecida, e que perdeu esse sentido do troco, de estar devendo...
Por que então não usar “agradecido”, ou “grato”, “agradeço”, “valeu”...? A intenção não é ser hipercorreto? Considero isso não mais que hipercorreção linguística: “busca do uso correto que se eleva ‘acima da correção’ em uma língua.”. Erro que o falante comete “num esforço para ajusta-se à norma-padrão” e “acaba por cometer um (outro) erro”.** (Sabe o “a gente vamos? Então...)
Que medo as pessoas estão tendo de se sentirem obrigadas, fico pensando! Depois, então, do meme “Não sou obrigada”, teve até aluna minha me respondendo que não ia fazer alguma atividade porque não era obrigada!!! (Né, não besta! Deixa sem fazer que  você vai ver a nota no final... rs.)
Contudo eu entendo que o “Não sou obrigada” aliviou o peso do que realmente não somos obrigados  e  ainda assim sentimos que somos.” (E ao dar uma estudada para escrever aqui, cheguei até ao art. 5º (II) da Constituição, que diz que “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Agora vou argumentar legalmente – hehehe!)
“Obrigada” para mim não é um peso. E sinceramente, amo retribuir. Gentilezas, tantas vezes, constrangem a gente e geram mais gentilezas – graças a Deus!
“Obrigada” para mim, é mais leve que gratidão. É descomplicado, fácil, direto, simples...
Para mim!
Se adéqua a minha máxima para 2017 e para a vida: “Se não está simples, não está no ponto. Simplifica, simplifica”.
                 

* http://www.resilienciamag.com/sutil-diferenca-entre-obrigado-e-gratidao/

**http://revistaidentidade.webnode.com.br/news/o%20fenomeno%20da%20hipercorre%C3%A7%C3%A3o%20linguistica%3A%20entenda%20um%20pouco%20mais/




domingo, 13 de janeiro de 2013

6. Fiu fiu!


(apenas amar o seu corpo quando ele está perfeitamente em forma
 é como apenas amar seus filhos quando eles estão perfeitamente comportados)

Escuta enquanto lê:

Pelo que tenho visto e lido por ai, esta é uma época do ano de corpos meio fora de forma, resultado normal desses dias em que podemos desacelerar por conta das férias. E quem desacelera também é o sr. Metabolismo. Em contrapartida, as calorias que ingerimos aumentam porque, felizmente, também é um tempo de desfrutar de muitas festas, encontros, delícias da mãe, das tias, das primas, das amigas, nossas mesmo, de tanta gente, que se não fosse nesse clima de festa, provavelmente não tiraríamos tempo para fazer. É uma bênção!
É uma bênção sim! Ainda que por isso a gente tenha ganhado quilos também. Porque fartura é uma bênção. E descansar também é.
É possível passar por isso tudo sem ganhar peso, comendo moderadamente e/ou mantendo os exercícios. É muito bom quando a gente consegue. Mas às vezes não dá. Por preguiça, falta de hábito, gula, despreparo emocional, cansaço...
Cansaço é meu álibi. Eu bem que queria ter pelo menos dado umas corridinhas nesses dias de recesso do pilates. E não ter faltado a hidro. Mas eu não dei conta. Meu corpo só pedia cama, cama, cama. Sossego. Nem sair pra nada eu quis. E como é só parar os exercícios eu ganho uns quilinhos...
Minha mãe é muito boa para encorajar:
-          Ah! Você volta para seus exercícios e emagrece rapidinho!
-          Se Deus quiser!

Ainda bem que eu já sei o caminho. Descansada, fica mais fácil voltar. Para perder os quilinhos do recesso, e quem sabe mais alguns. Mas não para me perder.
É isso mesmo! Pilates, hidro, corridinha, para ser mais eu e não sonhando com um corpo que não é o meu. Eu nunca vou ser uma magricela, porque eu fui feita com uma constituição física diferente. E sinceramente, corpo magricelo não me atrai. Acho feia a magreza das passarelas. Gosto de corpo bem cuidado, sabe?! Gente bonita porque é única. Gente vaidosa, que se ama, que se cuida por necessidade e prazer. Que come sem culpa.
Morro de dó de um monte de mulher magricela ao meu redor que não consegue desfrutar de uma sobremesa sem pensar em calorias. Ô dó, né?! A vida é tão curta!
Então, para 2013 uma lição que aprendi em 2012, que espero levar para o resto da vida:



 


















E para não perder o costume: é isso que eu penso!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

5. Passar vontade faz bem também


Eu só queria comer um pedaço de bolo de maracujá com uma bola de sorvete de papaia com cassis. Mas não tem bolo. Uma vontade de comer o bombom guardado no congelador, mas é o último. Se eu comer vai acabar.
Tenho uma coisa com as últimas coisas. Eu sempre as guardo. Não quero que acabem. Até aquelas fáceis de repor. Às vezes eu compro outra quando está na metade para o fim. Ou já compro duas para garantir. É, eu tenho essa coisa de não querer que acabe mesmo. De não querer ficar sem. É muito ruim precisar (ou querer?) e não ter. Mas isso não significa que eu não saiba passar sem. Saber eu sei. Eu só não quero.
Eu já sei que ninguém morre se o hidratante corporal acabar de manhã e você só puder comprar outro no final do expediente. Dá para pegar emprestado com a mãe ou improvisar de outra forma. Ficar sem ele pode até ficar um pouco feio, mas morrer ninguém morre. Nesse caso, pele ressecada não é mortal. Como tantas outras faltas que não matam. Nem desgastam tanto. Mas a gente se desgasta um tanto para não faltarem. Não é?
Não são coisas dispensáveis. Precisamos delas de verdade. Não essenciais, mas muito úteis. Não supérfluas e nem vitais. Apenas são nossas coisas normais da vida.
Igual ao sorvete de abacaxi ao vinho com rosquinhas tão bom quanto bolo com sorvete (alguém aceita?). E foi bom também o creme de leite adoçado com mel (eu gosto, uai!). E a vida segue e a gente mata a vontade de doce e se refresca do calor da mesma forma. E agradece a Deus por tantas opções no congelador e no armário.
E tantas boas e simples opções na/da vida.
E penso que é até certo ponto legítimo nos apegarmos a alguns mimos. Detalhes que deixam a vida mais alegrinha. A questão é aprender a identificá-los sempre como presentes. Com os quais é bom viver, mas podemos passar sem eles.
Não que eu seja uma pessoa mimada. E também não sou ingrata. Mas aquele sentimento de que falta algo, que ainda não cheguei lá é sufocante. Dói muito. É uma dor forte, que a gente só identifica depois de um dia ou dois (ou mais) de coração apertado. Aquele olhar no sonho que ainda não se realizou cega a visão de todos nossos troféus e medalhas na estante da vida.
Por isso é bom ter diários ou qualquer caderno de registro. Ou álbum, mural de fotos. Conversas com pessoas queridas. Para relembrar que já realizamos muitos e muitos sonhos.
E desfrutar bastante de um sonho realizado. Alegrar e cuidar não pelo medo de perder. Mas como dádiva. Pensar em quanto esperamos e agradecer sempre porque o tempo da espera acabou. E depois que passa, a espera parece ter sido tão pequena.
Mas durante a espera, ela parece-nos a mais estendida de todas.  Que tempo que não passa! Que sofrimento que nunca acaba! Que sonho que nunca chega!
Contudo, há dádivas que só existem durante a espera. O dinheiro que “sobra” por não ter que pagar tal parcela. Não se preocupar em perder. O sair sem dar satisfações. O tempo livre gasto como quiser. O tempo livre... ter tempo livre é uma bênção! Não ter que preocupar com certas responsabilidades também é.
Por isso é importante esperar com calma. Sem teimosia para diminuir o tempo de espera. Sem atropelamentos. Com a Graça de aplacar a ansiedade. Para que um sonho realizado seja desfrutado como um presente, em que as responsabilidades são cumpridas em paz, e não fardos de algo teimosamente realizado.
Para a vida a gratidão é uma grande aliada. Ajuda-nos a ajustar o foco. Conseguimos enxergar o que ainda não temos e lutar para ter, sem murmurações. Não nos tira a criticidade, mas não nos torna resmungões.
Porque é bom conversar com quem consegue perceber os desafios da vida, os problemas sociais, as inconformidades que nos doem.
Mas insuportável conviver com resmungões crônicos.
E tudo na vida é treino. Ninguém está a salvo. Tendemos sempre aos extremos. Mas equilíbrio é algo alcançável para quem quer. Um dia a gente resmunga insuportavelmente até para nós mesmos. Noutro, nossa felicidade causa estranheza. Entre um e outro, a gente aprende a se equilibrar nessa corda esticada que se chama vida.