quarta-feira, 10 de maio de 2017

4. O fim das coisas é melhor que seu início

(Continuação de 3. Chegou o fim!)




Fim da espera!
Começo... da realização de um sonho para o qual nos preparamos. Bom-de-mais! Agora é só alegria e flores!
Mas... finalizar é melhor que começar.
“Até no riso tem dor no coração” (Provérbios 14:13 – RA)



Quando os grandes momentos chegam e parecemos blindados de tanta felicidade, é que enxergamos nossa fragilidade.
Nossas paredes, que construímos para nos sustentar, usando toda a espera, preparação anterior e amadurecimento, ainda que na Rocha, até robustas, são frágeis.
Nós somos frágeis.
Podemos ficar deprimidos e tristes, mesmo estando felizes e bem onde gostaríamos de estar.
Ansiosos, mesmo vendo cada coisa acontecendo a seu tempo.
Frustrados, mesmo dando tudo certo.
Incapazes, mesmo realizando mais do que imaginaríamos dar conta.
Improdutivos, mesmo organizando, planejando e quadriculando tudo.
Doentes, mesmo comendo bem, medicados, praticando atividades físicas... Cuidando bem da saúde.
A gente se vê. E às vezes não gosta. Mesmo estando na melhor forma dos últimos anos.
A gente se vê.
E vemos quão abençoados somos. Constrangidos, sem coragem de pedir mais nada. Não é que se tem tudo que se quer. Que já está tudo realizado.
Mas é que – além do principal: a salvação eterna – já somos agraciados com muito, muito mais do que precisamos. Nós, que não merecemos nada.
E sabemos que vamos continuar recebendo. E pedindo. E recebendo muito mais.
E continuaremos frágeis.
Para nos firmamos sempre na Rocha.
Para despertarmos da tolice de nos apegarmos ao passageiro.
Para confessarmos nossa arrogância e pedir perdão.
Para não nos acomodarmos.
Para valorizarmos as coisas simples e lembrar que a felicidade é construída a cada dia nos pequenos detalhes.
Para nos lembrar de que estamos de passagem e só na nossa casa (celestial) é que finalmente haverá riso sem dor.
Para gozarmos do privilégio de depender (na medida certa. Das pessoas e coisas certas.).
De Deus
O único que nos basta.

“A paciência tudo alcança. Deus é o bastante” - Santa Teresa de Ávila (by Jorge Camargo)

3. Chegou o fim!

“Como podemos honrar o Eterno com nossas vidas?” (Jeremias 5:+/-24) (08/05/17 +/- 16h)

(10/05/17, 9:24)
    Foi domingo, no culto, que entendi porque tenho andado tão emotiva. Preocupação se transformou em agradecimento.
Nas últimas aulas do mestrado, depois que deixava minhas colegas, me percebia com os olhos marejados dentro do carro.
“Mas gente! Por que eu estou querendo chorar se está tudo bem, se estou feliz? Deu tudo certo na apresentação dos trabalhos. Eu realmente aprendi na aula...”
                Eu não sei o que o pastor Gustavo falou que veio (finalmente) o click: “você está realizando um sonho! Sua vontade de chorar é de alegria, de estar vivendo o que você tanto esperou. ‘Como quem sonha’”.
Acho que ele estava falando algo sobre esperar... Ou... não sei... Só sei que foi (assim!) durante a pregação expositiva da Palavra...
Passei na quarta tentativa para esse mestrado. Quatro anos de espera! (Sinceramente não consigo me lembrar da angústia dessa espera. Eu sei que passei por ela. Eu estava lá! Deve ser o mesmo de Jacó serviu a Labão por mais sete anos e lhe pareceram como se fossem dias...!)
“Melhor é o fim das coisas do que o seu princípio; melhor é o paciente do que o arrogante.” (R.A)
“Finalizar algo é melhor que começar. Ter paciência é melhor que se afobar e meter os pés pelas mãos.” ( A Mesangem)  - Eclesiastes 7:8
(versículo “velho de guerra”. “Meu” “bordão” para persistir...)
Deve ser porque agora é o momento certo. Aquele que a gente sabe que vai chegar, mas que não adianta, tem que esperar! Aquele que impacienta. Que tentamos forçar, adiantar... Mas se é forçado não é (o) certo.
A gente sabe que vai ele vai chegar. Que “há tempo para todo propósito debaixo do céu”. Tempo para cada coisa.
E para essa coisa da minha vida, o tempo certo chegou!
E como a gente também sabe, quando ele chega, entende os porquês de não ter sido antes.
E só agradece.
E vive!!

Com o coração cheinho de gratidão.

(Continua... aqui)

domingo, 19 de fevereiro de 2017

2.A bonitona da TPM

Eu odeio a TPM!
Mas eu preciso dela.
Ela me deixa à flor da pele,
e tudo fica mais intenso.
As alegrias também.
Ela me obriga a vigiar mais as palavras e os pensamentos,
porque eu fico mais insegura quanto aos outros e quanto a mim.
Nada de bom é cem por cento nela.
Tudo de ruim é ruim demais sim.
Por isso eu preciso dela.
Para o coração ficar mais atento se é bem isso mesmo que ele está entendendo,
e sentir mais intensamente os bons sentimentos e alegrias.
Melhor fase para comprar roupas,
pois se eu amar até na TPM,
quando até peso eu ganho por causa da retenção,
é certeza de que vale a pena morar no meu guarda-roupa.
Também é a pior fase para comprar. Porque a compulsão também se intensifica.
Melhor fase para orar.
O corpo quer mais é horizontalizar.
Ficar quieto, na dele.
Ótima chance para orar e aquietar mente e coração.
Eu preciso da TPM,
Mas nunca vou gostar dela.
E sempre vou ficar feliz quando ela se for.
Mas até ela me faz sentir grata a Deus, que me dá o que eu preciso, mesmo que eu odeie.
E na medida certa.
Eu preciso da TPM.
Um período de muito gasto de energia interna.
Que se transforma, renova
Pra começar tudo de novo...


quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

1 de 2017: Sobre as palavras "obrigado/a" x "gratidão"


Não ia me manifestar a respeito, ia só continuar a usar “meu obrigada” naturalmente e seguir minha vida... (Grandes coisas, a minha opinião! rs. Cada um fala do jeito que quer...)
Mas me cansei desse “trem” de ficar ouvindo que “A palavra “Obrigado” vem do latim “Obligatus”, particípio do verbo obligare, que significa ligar, amarrar. É uma forma de expressar fico-lhe obrigado, ou seja, fico-lhe ligado/amarrado pelo favor que me fez. Já a palavra “Gratidão” vem do latim “gratia”, que significa literalmente graça, ou gratus. Significa reconhecimento agradável por tudo quanto se recebe ou lhe é reconhecido, não envolve obrigações ou amarrações...”*
 Ôôôô que lindo! Que pessoas boas e puras!
Nunca consegui me sentir confortável com essa troca. Para mim, a palavra “gratidão” não se ajusta bem para expressar agradecimentos, é só um substantivo. Enquanto “obrigado/a” é um interjeição, uma fórmula de agradecimento já estabelecida, e que perdeu esse sentido do troco, de estar devendo...
Por que então não usar “agradecido”, ou “grato”, “agradeço”, “valeu”...? A intenção não é ser hipercorreto? Considero isso não mais que hipercorreção linguística: “busca do uso correto que se eleva ‘acima da correção’ em uma língua.”. Erro que o falante comete “num esforço para ajusta-se à norma-padrão” e “acaba por cometer um (outro) erro”.** (Sabe o “a gente vamos? Então...)
Que medo as pessoas estão tendo de se sentirem obrigadas, fico pensando! Depois, então, do meme “Não sou obrigada”, teve até aluna minha me respondendo que não ia fazer alguma atividade porque não era obrigada!!! (Né, não besta! Deixa sem fazer que  você vai ver a nota no final... rs.)
Contudo eu entendo que o “Não sou obrigada” aliviou o peso do que realmente não somos obrigados  e  ainda assim sentimos que somos.” (E ao dar uma estudada para escrever aqui, cheguei até ao art. 5º (II) da Constituição, que diz que “Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”. Agora vou argumentar legalmente – hehehe!)
“Obrigada” para mim não é um peso. E sinceramente, amo retribuir. Gentilezas, tantas vezes, constrangem a gente e geram mais gentilezas – graças a Deus!
“Obrigada” para mim, é mais leve que gratidão. É descomplicado, fácil, direto, simples...
Para mim!
Se adéqua a minha máxima para 2017 e para a vida: “Se não está simples, não está no ponto. Simplifica, simplifica”.
                 

* http://www.resilienciamag.com/sutil-diferenca-entre-obrigado-e-gratidao/

**http://revistaidentidade.webnode.com.br/news/o%20fenomeno%20da%20hipercorre%C3%A7%C3%A3o%20linguistica%3A%20entenda%20um%20pouco%20mais/