domingo, 24 de junho de 2012

1. Que no fundo é simples ser feliz


Será que quando eu for feliz eu vou saber? Vou ter consciência disso? E como será? O que terá acontecido para que eu tenha enfim conseguido ser feliz? Com quem e onde estarei? Como serei? Quanto ganharei e o que terei? Será que eu saberei? Será daqui a quantos anos?

Será que hoje eu sei?

Sei quando fui mais feliz, as tantas vezes, os tantos sorrisos.  Mas eu não sabia muitas vezes. Tão ocupada sendo feliz, nem dava tempo de me dar conta.  Até que chegou no agora. Com partes iguais e diferentes de como eu achava que deveria ser.  E o sorriso que brota despercebido só de lembrar.

Dá para olhar para trás e medir e pontuar. Para frente... bem, pode ser menor ou maior do que imagino. Mas o único ponto que enxergo é este. Agora. E sou feliz. Mesmo sabendo das tristezas e faltas. A gente só sabe que é feliz depois que foi. Apego-me fortemente ao que me faz sorrir, para marcar minha memória, amanhã ou depois me lembrar de hoje feliz.

Porque hoje eu tenho tanto e preciso cada vez de menos para ser feliz. 

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