(Continuação de 3. Chegou o fim!)
Fim da espera!
Começo... da
realização de um sonho para o qual nos preparamos. Bom-de-mais! Agora é só
alegria e flores!
Mas... finalizar é
melhor que começar.
“Até no riso tem dor no coração”
(Provérbios 14:13 – RA)
Quando os grandes momentos chegam e parecemos blindados
de tanta felicidade, é que enxergamos nossa fragilidade.
Nossas paredes, que construímos para nos sustentar,
usando toda a espera, preparação anterior e amadurecimento, ainda que na Rocha,
até robustas, são frágeis.
Nós somos frágeis.
Podemos ficar deprimidos e tristes, mesmo estando felizes e bem onde
gostaríamos de estar.
Ansiosos, mesmo vendo cada coisa acontecendo a seu
tempo.
Frustrados, mesmo dando tudo certo.
Incapazes, mesmo realizando mais do que
imaginaríamos dar conta.
Improdutivos, mesmo organizando,
planejando e quadriculando tudo.
Doentes, mesmo comendo bem, medicados, praticando
atividades físicas... Cuidando bem da saúde.
A gente se vê. E às vezes não gosta. Mesmo estando na melhor forma dos últimos anos.
A gente se vê.
E vemos quão abençoados somos. Constrangidos, sem coragem
de pedir mais nada. Não é que se tem tudo que se quer. Que já está tudo
realizado.
Mas é que – além do principal: a salvação eterna – já
somos agraciados com muito, muito mais do que precisamos. Nós, que não
merecemos nada.
E sabemos que vamos continuar recebendo. E pedindo. E
recebendo muito mais.
E continuaremos frágeis.
Para nos firmamos sempre na Rocha.
Para despertarmos da tolice de nos apegarmos ao passageiro.
Para confessarmos nossa arrogância e pedir perdão.
Para não nos acomodarmos.
Para valorizarmos as coisas simples e lembrar que a felicidade
é construída a cada dia nos pequenos detalhes.
Para nos lembrar de que estamos de passagem e só na nossa
casa (celestial) é que finalmente haverá riso sem dor.
Para gozarmos do privilégio de depender (na medida certa. Das pessoas e coisas certas.).
De Deus
O único que nos basta.
“A paciência tudo alcança. Deus é o bastante” - Santa Teresa de
Ávila (by Jorge Camargo)

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